“Quando se esgotaram os mitos, meu filho ficou decepcionado”, relata o escritor em seu site. “Ele me perguntou se eu podia inventar mais histórias com os mesmos personagens. Eu me lembrei de um antigo projeto de redação que adotava com meus alunos do sexto ano, em que cada um podia criar seu próprio herói semideus, filho ou filha do deus que desejasse, descrevendo uma missão do herói no estilo das tragédias gregas”.
Ele continua: “Então inventei Percy Jackson e contei a Haley tudo sobre sua jornada para recuperar o raio de Zeus nos Estados Unidos dos dias de hoje. Levei três noites para contar a história inteira, e quando acabei Haley me disse que eu devia escrever um livro com a história”.
Riordan conta: “Escolhi alguns dos meus alunos do sexto, sétimo e oitavo anos e perguntei se gostariam de fazer um ‘test drive’ do romance. Eu estava nervoso! Estava acostumado a mostrar meu trabalho a adultos e não tinha a menor idéia se os garotos iam gostar de Percy. Finalmente entendi como deviam se sentir ao entregar um trabalho para mim, aguardando a nota que lhes seria atribuída! Felizmente, eles gostaram. E ainda deram boas sugestões”.
Após a publicação do livro, em 2005, levaria cinco anos até que Hollywood transformasse a primeira história da série Percy Jackson em filme. Enquanto o estúdio trabalhava nisso, Riordan deu continuidade à série, escrevendo um novo romance por ano entre 2006 e 2009.
Chris Columbus conta por que se interessou por Percy Jackson & os Olimpianos: o Ladrão de Raios: “Nunca vimos o universo da mitologia grega em um filme desse tipo. Rick Riordan realizou algo único, singular, juntando a Grécia antiga com a América contemporânea”.
Columbus descreve seu novo trabalho como um filme em que uma aventura contemporânea se encontra com a mitologia grega, em vez de um filme de época puramente baseado na Grécia antiga, com os deuses usando túnicas e sentados em nuvens. “Esta história é um épico mais centrado na realidade, ao mesmo tempo mostrando uma batalha sinistra e sobrenatural entre o Bem e o Mal”, ele descreve.
Antes mesmo de Titley entregar o roteiro, Columbus e o produtor Michael Barnathan apresentaram suas ideias para um filme de “Percy Jackson” ao estúdio, posteriormente criando arte conceitual para melhor ilustrar tais ideias. “Essa arte conceitual refletia a abordagem de Chris e o tom que o filme teria”, ressalta Barnathan. “Era importante para o Chris desenhar alguns monstros e criaturas claramente baseados na mitologia grega, porém atualizando-os de maneira que nunca tivesse sido vista. Então, começamos com a arte conceitual no papel. O estúdio ficou empolgado e percebeu que seria muito mais do que apenas um filme para jovens”.
Titley diz: “Uma das maiores mudanças foi aumentar a idade de Percy e seus amigos. No livro ele tem doze anos. Seria mais divertido ele ter dezessete. Nessa idade, poderíamos jogar com o relacionamento de Percy e Annabeth”.
Columbus acrescenta: “Achei a história perfeita porque tinha um mundo fantástico de mitologia grega, povoado de monstros gregos que poderíamos criar e inserir em nosso mundo. O centro da história é um rapaz que quer salvar a mãe e descobrir quem é o pai. Isso deu muita emoção à história. É o tipo de história que me estimula como diretor”.
“O que motiva Percy a encarar essa tremenda jornada é salvar a mãe”, afirma o ator Logan Lerman, intérprete de Percy. Ele continua: “Para ele isso é mais importante do que salvar o mundo. No caminho, ele descobre que a mãe está viva e ficará refém de Hades até que Percy entregue o raio a ele. Então, o Percy tem que encontrar um jeito de ir ao Mundo dos Mortos e convencer Hades de que é inocente, tudo isso para resgatar sua mãe. É isso que o motiva a percorrer distâncias e enfrentar a Hidra e a Medusa, além de várias outras aventuras. Ele passa por essa odisséia com a companhia de dois amigos, para convencer Zeus, Hades e todos os deuses de que é inocente e não roubou o raio. Mas o principal é resgatar sua mãe”.
E prossegue: “Quando tudo começou, eu ainda não sabia qual seria o meu personagem. Quando soube que faria o protagonista, pensei, ‘Quem eu enganei para conseguir chegar até aqui?’ Eu não imaginava o quanto era grandioso, até chegar a Vancouver para o início das filmagens e ver aqueles cenários incríveis. Eles construíram o Partenon, o Metropolitan Museum of Art, o Monte Olimpo e o enorme Hotel e Cassino Lotus”.
Sempre tomando conta de Percy está seu melhor amigo, Grover, criatura mitológica conhecida como sátiro – metade homem, metade bode, parecido com o fauno da mitologia romana. Grover é encarregado de proteger Percy na odisseia transcontinental, e isso representa dois desafios diversos: ele é um novato nessa história de protetor, e como é típico dos sátiros, não resiste às mulheres. Este segundo aspecto não passou em branco quando Jackson fez pesquisa para o papel. O ator detalha: “São criaturas selvagens e Grover tem questões com as mulheres. Na mitologia, os sátiros estavam sempre perto das ninfas. No filme, Grover é apaixonado por Perséfone [esposa de Hades, interpretada por Rosario Dawson] e ela por ele. Mas ele não está acostumado a ter uma deusa interessada nele, já que é apenas um sátiro”.
Columbus conhecia e admirava o trabalho de Jackson na comédia de Ben Stiller “Trovão Tropical”, no entanto não conhecia a atriz que acabaria ajudando a escolher para desempenhar o importante papel da semideusa Annabeth, filha de Atena: Alexandra Daddario. Quem a apresentou foram suas produtoras de elenco de longa data, Jane Jenkins e Janet Hirshenson.
Trata-se da primeira protagonista de Daddario no cinema, numa carreira que se iniciou na adolescência em Nova York, no seriado diário “All My Children”. Daddario explica sua visão do papel: “‘Percy Jackson e o Ladrão de Raios’ é baseado na premissa de que os deuses gregos vieram à Terra e tiveram filhos com mortais. Depois, seus filhos foram deixados vagando pela Terra, porque os semideuses são proibidos de conhecer os pais. Annabeth não conhece a mãe, Atena, mas de vez em quando a ouve falar, dando conselhos à filha. Ela tem uma ligação com a mãe, mas também ressentimento por nunca a ter visto a mãe”.
Para Jake Abel, as cenas no campo de treinamento foram um dos pontos altos da produção. Ele comenta: “O campo de treinamento é uma espécie de lar adotivo para semideuses. É lá que meu personagem, Luke, além de Percy, Grover, Annabeth e todos os semideuses são treinados. Chiron nos ensina a usar nossos melhores atributos contra o Mal. Os semideuses também aprendem a importância de manter seus poderes sob controle, pois eles poderiam dominar o mundo, o que resultaria na destruição do planeta. Então Chiron nos ensinar a controlar nossos poderes e a usá-los para o Bem”.
Brosnan, que na época colhia os louros do sucesso do musical “Mamma Mia!”, desempenha o papel de Chiron, o Centauro, o majestoso e poderoso líder do campo de treinamento especial de semideuses. “Eu interpreto o professor de Percy, Brunner, e também Chiron, que na verdade são um só. Sou o professor Brunner neste mundo, neste tempo. Ele dá aulas de mitologia grega e anda numa cadeira de rodas. Ninguém sabe o motivo de ele usar cadeira de rodas até que ele nos transporte para o mundo da mitologia grega. No decorrer da jornada de Percy, eu me torno Chiron, metade homem, metade cavalo, ou seja, um centauro”, conta Brosnan.
“Chiron está ligado à mitologia de seu tempo, o de antigamente e o de hoje”, continua o ator. “Eu intervenho para tentar impedir a guerra, que afetaria o equilíbrio da natureza. Se os deuses criarem o caos para os mortais, haverá conseqüências terríveis para todo o planeta”.
Para que o ator tivesse a verdadeira noção do peso de uma cabeça de cavalo, Brosnan andou em “painter’s stilts”, suportes semelhantes às pernas de pau, porém de metal, que mediam em torno de trinta centímetros de altura. O departamento de objetos de cena confeccionou um bastão para o personagem carregar, e a partir daí ele voltou às suas raízes no teatro. Ele conta: “Eu tinha uma companhia de teatro de rua chamada Theater Spiel, e nós costumávamos andar em pernas de pau, engolir fogo, nos apresentar como palhaços. Para trabalhar em ‘Percy Jackson’ eu visitei alguns haras no Canadá antes das filmagens. Depois, foi só fingir por conta própria”
Brosnan contracena bastante com os jovens atores Logan Lerman, Brandon T. Jackson, Alexandra Daddario e Jake Abel, mas não com o elenco adulto, que inclui Steve Coogan e Rosario Dawson, como o conflituoso casal do Mundo dos Mortos, Hades e Perséfone. Segundo Coogan: “Hades persegue Percy Jackson, atrás do raio de Zeus, que desapareceu. Interpretei um Hades viciado no Mal. Ele não deseja ser mau, mas não consegue evitar. Mas há também um lado cômico do personagem. O desafio e a oportunidade que o papel apresentava era encontrar o equilíbrio entre os momentos cômicos sem diminuir o peso de interpretar um deus”.
“Chiron está ligado à mitologia de seu tempo, o de antigamente e o de hoje”, continua o ator. “Eu intervenho para tentar impedir a guerra, que afetaria o equilíbrio da natureza. Se os deuses criarem o caos para os mortais, haverá conseqüências terríveis para todo o planeta”.
Para que o ator tivesse a verdadeira noção do peso de uma cabeça de cavalo, Brosnan andou em “painter’s stilts”, suportes semelhantes às pernas de pau, porém de metal, que mediam em torno de trinta centímetros de altura. O departamento de objetos de cena confeccionou um bastão para o personagem carregar, e a partir daí ele voltou às suas raízes no teatro. Ele conta: “Eu tinha uma companhia de teatro de rua chamada Theater Spiel, e nós costumávamos andar em pernas de pau, engolir fogo, nos apresentar como palhaços. Para trabalhar em ‘Percy Jackson’ eu visitei alguns haras no Canadá antes das filmagens. Depois, foi só fingir por conta própria”
Coogan encontrou inspiração para o papel no figurino de Hades. “Os realizadores queriam que Hades parecesse um deus do rock. Então uso calça e botas de pele de cobra, camiseta rasgada, cabelo comprido e barba; um visual bem estilizado. O figurino foi parte da chave para o personagem. Ele é vaidoso, e imagino que um astro do rock pode se comportar mal com uma certa impunidade. Todos esses elementos físicos me ajudaram a encontrar o tom do personagem”.
Se Coogan personificou um deus do rock como Hades, ele teve a sorte de contracenar – além de ocupar uma mansão magnífica preparada pelo desenhista de produção Howard Cummings – com a deusa das telas Rosario Dawson, que interpreta a esposa de Hades, Perséfone. Dawson ficou particularmente intrigada com a dinâmica do casal. “É uma relação cáustica. Ela fica presa no Mundo dos Mortos. Ela odeia esse lugar e odeia Hades por isso. Eu os vejo como duas pessoas que se sentem muito à vontade odiando um ao outro”.
“Hades e Perséfone moram no mundo dos Mortos, que fica sob Los Angeles, o que é perfeito, pois são completamente narcisistas”, prossegue a atriz. “Modernizá-los, fazendo deles um casal contemporâneo se encaixa perfeitamente. Achei interessante criarem o inferno embaixo de Los Angeles. É quase pungente ver essas duas pessoas, dois deuses, brigando e se odiando no inferno, como num casamento hollywoodiano desastroso. Talvez o inferno seja isso”.
Para o papel do pai de Perséfone, Zeus, o líder supremo do Olimpo e do universo, os realizadores escolheram o carismático ator inglês Sean Bean. Trata-se de outro retrato épico na vasta galeria de caracterizações de Bean no cinema, entre elas Odisseu (ou Ulisses, como era conhecido na mitologia romana), o líder do exército grego que derrota Tróia, na grande produção de Wolfgang Petersen “Tróia”, e o orgulhoso guerreiro Boromir na trilogia de Peter Jackson “O Senhor dos Anéis”.
“Sempre me interessei bastante por mitologia grega, os mitos e lendas. Adoro os ciúmes e conflitos de Zeus. Não é toda hora que se tem a chance de interpretar o rei dos deuses. Zeus é um deus bem carismático e perverso. Gosta de se divertir com mulheres e também de jogar com os outros. Mas é muito poderoso, majestoso”.
Foi o público infantil que fez Kevin McKidd, que atua como Poseidon, o irmão e arquirrival de Zeus, interessar-se pelo projeto. “Nunca havia feito nada que pudesse ser visto por crianças, meus trabalhos foram sempre para adultos. E meu filho tinha acabado de ler os três primeiros livros da série Percy Jackson; ele ficou fissurado. É um especialista em Percy Jackson. Acredito que todos os públicos vão se identificar com a história e os personagens”, diz o ator.
Para o papel do pai de Perséfone, Zeus, o líder supremo do Olimpo e do universo, os realizadores escolheram o carismático ator inglês Sean Bean. Trata-se de outro retrato épico na vasta galeria de caracterizações de Bean no cinema, entre elas Odisseu (ou Ulisses, como era conhecido na mitologia romana), o líder do exército grego que derrota Tróia, na grande produção de Wolfgang Petersen “Tróia”, e o orgulhoso guerreiro Boromir na trilogia de Peter Jackson “O Senhor dos Anéis”.
“Sempre me interessei bastante por mitologia grega, os mitos e lendas. Adoro os ciúmes e conflitos de Zeus. Não é toda hora que se tem a chance de interpretar o rei dos deuses. Zeus é um deus bem carismático e perverso. Gosta de se divertir com mulheres e também de jogar com os outros. Mas é muito poderoso, majestoso”.
Outro atrativo de Percy Jackson são suas criaturas, sobretudo a mortífera Medusa, que nas telas ganha vida na pele de Uma Thurman. “Achei que Uma daria uma Medusa fascinante. É uma das mulheres mais belas do mundo, e ao mesmo tempo consegue causar medo, pavor. Eu precisava dessa combinação para a Medusa, alguém capaz de atrair o olhar, por ser tão hipnótica”.
“A Medusa é uma figura tanto clássica quanto contemporânea”, diz Uma Thurman. “Tem uma atitude bem moderna, tem estilo, mas a cabeça mantém a visão tradicional da Medusa: cobras sibilando, que transformam em pedra quem olhar para ela”.
Uma Thurman observa que a Medusa é uma personagem complexa, cujas habilidades são um poder, porém também uma maldição. “Gostei da ideia de ela ser atormentada pela solidão, que é seu castigo. Você pode viver para sempre, mas isso não serve de muita coisa se cada vez que alguém olha para você vira pedra. A Medusa é louca e solitária, vagando no museu de sua vida”.
Barnathan lembra de como foi hipnótico ouvir Thurman falar sobre a personagem. Ele relata: “Quando Uma chegou, parecia um furacão de tantas ideias. Ela tinha pensado em como ia interagir com as cobras, o ‘cabelo’ da Medusa’. Ficamos todos impressionados com ela, ouvindo-a falar de como via a Medusa e como interpretaria a personagem”.
Embora as cobras sejam criadas em computador, Columbus convocou um domador com algumas cobras de verdade para interagir com Thurman durante os ensaios. “Gostei de lidar com as cobras. Interpretei a Medusa como uma solitária, que só pode conversar com elas. As cobras de verdade me ajudaram a definir como eu me movimentaria e a acolher o lado louco e monstruoso da personagem”.
Barnathan lembra de como foi hipnótico ouvir Thurman falar sobre a personagem. Ele relata: “Quando Uma chegou, parecia um furacão de tantas ideias. Ela tinha pensado em como ia interagir com as cobras, o ‘cabelo’ da Medusa’. Ficamos todos impressionados com ela, ouvindo-a falar de como via a Medusa e como interpretaria a personagem”.
Embora as cobras sejam criadas em computador, Columbus convocou um domador com algumas cobras de verdade para interagir com Thurman durante os ensaios. “Gostei de lidar com as cobras. Interpretei a Medusa como uma solitária, que só pode conversar com elas. As cobras de verdade me ajudaram a definir como eu me movimentaria e a acolher o lado louco e monstruoso da personagem”.
O penteado de cobras geradas por computação gráfica é um dos muitos efeitos criados pelo supervisor de efeitos visuais Kevin Mack. Além do imponente centauro de Brosnan, o mago dos efeitos visuais premiado com o Oscar (“Amor Além da Vida”) também transformou o ator Brandon T. Jackson num sátiro, metade homem, metade bode.
Para dar vida vida ao mundo físico de “Percy Jackson”, Columbus recorreu ao veterano desenhista de produção Howard Cummings. Entre os diversos cenários que ele projetou para o épico de fantasia de Columbus (ele confirma que num dado momento tinha oito cenários diferentes sendo construídos simultaneamente) há uma réplica do Partenon de Atenas, tal qual existe no Centennial Park de Nashville, EUA, um cenário gigantesco no Mammoth Studios, onde Columbus deu início à produção. Também foram construídos vários cenários no North Shore Studios (ex-Lions Gate, no norte de Vancouver).
“O Partenon era uma réplica completa do interior daquele que foi construído em Nashville”, diz Cummings sobre o majestoso cenário. “Só as dimensões dele já o tornavam divertido. Acabamos optando por usar muita espuma e outros materiais que eram fáceis de deslocar”.

Para dar vida vida ao mundo físico de “Percy Jackson”, Columbus recorreu ao veterano desenhista de produção Howard Cummings. Entre os diversos cenários que ele projetou para o épico de fantasia de Columbus (ele confirma que num dado momento tinha oito cenários diferentes sendo construídos simultaneamente) há uma réplica do Partenon de Atenas, tal qual existe no Centennial Park de Nashville, EUA, um cenário gigantesco no Mammoth Studios, onde Columbus deu início à produção. Também foram construídos vários cenários no North Shore Studios (ex-Lions Gate, no norte de Vancouver).
“O Partenon era uma réplica completa do interior daquele que foi construído em Nashville”, diz Cummings sobre o majestoso cenário. “Só as dimensões dele já o tornavam divertido. Acabamos optando por usar muita espuma e outros materiais que eram fáceis de deslocar”.
Um dos componentes-chave do cenário era uma atraente estátua de nove metros da deusa Atena, esculpida na espuma de poliestireno styrofoam, em quatro partes separadas, unidas de maneira imperceptível, e posicionada entre as imensas colunas do Partenon. Embora composta de espuma, a escultura inteira depois de concluída chegava a pesar mais de 453 quilos.
Outro cenário significativo era o centro de treinamento especial, um enclave secreto, acessível somente aos que nasceram imortais, onde os semideuses desenvolvem suas habilidades de luta, preparando-se para suas missões. Erguido em um acampamento popular no Golden Ears Provincial Park, nas lindas e serenas margens do Lago Alouette, era composto de meia dúzia de barracas de inspiração grega, repletas de espadas, escudos e armaduras, onde os moradores da região de North Beach, a leste de Vancouver, costumam ver apenas carros com trailers e cadeiras dobráveis. À beira do lago, a equipe de Cummings construiu o prédio mais impressionante de todo o campo dos semideuses, o barco residência de Poseidon, onde Chiron revela a Percy que seu pai é o deus dos mares e um dos Três Grandes Deuses Olimpianos.
Cummings e sua equipe também criaram duas versões do Monte Olimpo para os momentos de clímax da história, quando Percy confronta os deuses em relação ao desaparecimento do raio. É o momento em que Percy mostra seu ponto de vista de um simples humano, em contraste com um par de imensas portas de dez metros que se abrem para a sala do trono dos Olimpianos, e o lado oposto do mesmo cenário, o do interior do templo de dez metros de altura dos deuses, onde as doze deidades exercem sua soberania.
Outro cenário significativo era o centro de treinamento especial, um enclave secreto, acessível somente aos que nasceram imortais, onde os semideuses desenvolvem suas habilidades de luta, preparando-se para suas missões. Erguido em um acampamento popular no Golden Ears Provincial Park, nas lindas e serenas margens do Lago Alouette, era composto de meia dúzia de barracas de inspiração grega, repletas de espadas, escudos e armaduras, onde os moradores da região de North Beach, a leste de Vancouver, costumam ver apenas carros com trailers e cadeiras dobráveis. À beira do lago, a equipe de Cummings construiu o prédio mais impressionante de todo o campo dos semideuses, o barco residência de Poseidon, onde Chiron revela a Percy que seu pai é o deus dos mares e um dos Três Grandes Deuses Olimpianos.
Cummings e sua equipe também criaram duas versões do Monte Olimpo para os momentos de clímax da história, quando Percy confronta os deuses em relação ao desaparecimento do raio. É o momento em que Percy mostra seu ponto de vista de um simples humano, em contraste com um par de imensas portas de dez metros que se abrem para a sala do trono dos Olimpianos, e o lado oposto do mesmo cenário, o do interior do templo de dez metros de altura dos deuses, onde as doze deidades exercem sua soberania.
O enorme cenário do Hotel e Cassino Lotus foi construído no Mammoth Studios, em Burnaby, nos arredores de Vancouver. “No Hotel e Cassino Lotus, igualmente baseado na mitologia grega, os garotos entram no cassino, que no início parece apenas isso, um cassino”, Columbus revela. “É como um parque de diversões gigantesco que não acaba nunca, a maior fantasia de uma criança. Nossos três heróis recebem flores comestíveis, que quando são ingeridas induzem ao esquecimento e a uma vontade de nunca mais ir embora. Portanto, se você ficar no Hotel e Cassino Lotus, nunca envelhece e pode ficar ali para sempre. Eles se dão conta de que estão aprisionados, e cinco dias passam como se fosse um minuto. Precisam escapar e encontrar o raio”.
Cummings recorreu à fantasia ao projetar a mansão em estilo gótico, mergulhada em sombras cinza e negras, de onde Hades comanda o Mundo dos Mortos. A mansão espetacular tem uma lareira grande e um piano que vale meio milhão de dólares. Este reforçou a faceta de roqueiro envelhecido de Hades, imaginada por Columbus e pelo ator Steve Coogan.
Outro cenário fundamental era o covil da Medusa, uma estufa e loja de jardinagem (chamada de Auntie Em’s; em português, Loja da tia Em) onde ela tenta impedir Percy de procurar o raio desaparecido transformando-o em pedra com um único olhar. O covil foi erguido em uma estufa em Vancouver, à qual os realizadores acrescentaram magia com a ajuda de centenas de plantas mortas, muitas obtidas gratuitamente de cultivos locais após uma geada tardia no início da primavera; isso se encaixou muito bem no mundo da Medusa, em que, segundo a lenda, basta que um humano olhe para ela uma vez para ser transformado em pedra.
Outro cenário fundamental era o covil da Medusa, uma estufa e loja de jardinagem (chamada de Auntie Em’s; em português, Loja da tia Em) onde ela tenta impedir Percy de procurar o raio desaparecido transformando-o em pedra com um único olhar. O covil foi erguido em uma estufa em Vancouver, à qual os realizadores acrescentaram magia com a ajuda de centenas de plantas mortas, muitas obtidas gratuitamente de cultivos locais após uma geada tardia no início da primavera; isso se encaixou muito bem no mundo da Medusa, em que, segundo a lenda, basta que um humano olhe para ela uma vez para ser transformado em pedra.
O cenário serviu de pano de fundo para Kevin Mack operar sua magia com a computação gráfica, para melhorar a aparência de Uma Thurman como o ser demoníaco cujo cabelo é composto de um ninho de cobras sibilantes. Thurman usou um capacete de tela azul ao longo dos quatro dias em que esteve no set de filmagens, sobre o qual os magos de Mack criaram o monte de répteis. “Durante o trabalho no set, Uma tocava na cabeça e acariciava as cobras, imaginando como seriam e como estariam se mexendo”, lembra Mack. “Foi fantástico porque ela é muito imaginativa, o que contribuiu para o resultado da parte de sua personagem gerada em computador”.
Mack também criou um Minotauro de mais de três metros que ataca Percy e sua mãe quando estão a caminho do campo de treinamento. “O Minotauro não é aquele tradicional homem com cabeça de touro, e sim metade homem, metade búfalo; e tem um corpo que pode correr sobre quatro patas”, detalha Mack. E há ainda os Cães do Inferno, seres horripilantes que parecem cães pré-históricos deformados e que guardam a entrada da mansão de Hades; e a lendária Hidra de várias cabeças, que ataca o trio dentro do Museu do Partenon.
Em meio a todos esses efeitos visuais impressionantes, Chris Columbus nunca perdeu de vista a história nem a trajetória dos personagens. “Antes de mais nada, Chris sabe como contar uma história”, enfatiza Mack. E completa: “É sempre bom ter um excelente contador de histórias como Chris na direção, pois ele coloca isso em primeiro lugar. Nosso trabalho era dar suporte à história”. E Columbus acrescenta: “O maior desafio é não exagerar nas imagens geradas por computador, e sim usá-las para deixar tudo mais emocionante. O bom do CGI e dos efeitos digitais é que estão ficando cada vez mais realistas, e o desafio está em mostrar ao público algo inédito”.
O veterano cineasta, que acaba de concluir seu 15º projeto como diretor, numa carreira estelar de mais de 25 anos, reitera que o público jamais viu algo como “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”, e conclui: “Estou me sentindo um garotinho que adora filmes com coisas que nunca viu. E eu não vi o mundo da mitologia grega retratado desta forma. Amo esse universo, é muito emocionante. Estou muito empolgado com o filme”.
Mack também criou um Minotauro de mais de três metros que ataca Percy e sua mãe quando estão a caminho do campo de treinamento. “O Minotauro não é aquele tradicional homem com cabeça de touro, e sim metade homem, metade búfalo; e tem um corpo que pode correr sobre quatro patas”, detalha Mack. E há ainda os Cães do Inferno, seres horripilantes que parecem cães pré-históricos deformados e que guardam a entrada da mansão de Hades; e a lendária Hidra de várias cabeças, que ataca o trio dentro do Museu do Partenon.
O veterano cineasta, que acaba de concluir seu 15º projeto como diretor, numa carreira estelar de mais de 25 anos, reitera que o público jamais viu algo como “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”, e conclui: “Estou me sentindo um garotinho que adora filmes com coisas que nunca viu. E eu não vi o mundo da mitologia grega retratado desta forma. Amo esse universo, é muito emocionante. Estou muito empolgado com o filme”.
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